historias

"O patinho que queria falar"



Era uma vez um lindo patinho amarelo. Um dia ele saiu de casa bem cedinho e foi passear na estrada. A manhã estava clara, o céu azul e havia muitos animaizinhos passeando.



Não tinha ainda dado muitos passos e viu um gato engraçadinho. O gato que era muito bem educado, cumprimentou-o assim:
- Miau, miau!
O patinho ficou encantado e disse:
- Oh! Que modo bonito de falar você tem, Sr. Gatinho.
Quem me dera falar assim !
- É muito fácil, patinho, respondeu o gato. Vamos experimentar?
O patinho experimentou dizer "miau". Não conseguiu. Experimentou de novo, experimentou muitas vezes! Foi impossível! Então falou:
- É muito difícil, Sr. Gatinho! Isso não é conversa para patinhos! Despediu-se do gato e continuou a passear.
Foi andando, andando e encontrou-se com Dona Galinha Carijó.
- Có, có, có, disse Dona galinha.
O patinho ficou encantado:
- Oh! Que modo bonito de falar a senhora tem, Dona Galinha!
- Experimente falar assim, patinho.
O patinho tentou imitar Dona Galinha. Fez tudo que pôde e nada conseguiu. Depois de algum tempo, já bem desanimado, falou:
- Muito obrigado pela ajuda, Dona galinha, mas isto é muito difícil para patinhos.
Despediu-se de Dona Galinha e continuou o seu caminho. Andou, andou e entrou na mata. De repente, ouviu a voz mais linda do mundo:
- Piu, piu, piu!...
- O patinho ficou encantado! Olhou para cima e lá estava, no galho da árvore, um lindo passarinho de penas coloridas.
- Que modo de falar bonito você tem, passarinho! Quem me dera falar como você!
- Experimente, patinho! Experimente falar assim!
O patinho abriu o bico. Fez tudo que pôde para dizer "piu, piu, piu!". Foi impossível. Já estava desanimado. Despediu-se e voltou triste para casa.
No meio do caminho encontrou Dona Pata.
- Quá, quá, quá, disse a pata.
- Oh! Mamãe, disse o patinho. Será que posso falar como a senhora?
- Experimente, filhinho,experimente...
O patinho abriu o bico. Que vontade de falar como a mamãe! E se não conseguisse?...Não falou como gato, nem como galinha, nem como passarinho. Será que poderia falar como pato? Fez um esforço, e...
- Quá, quá, quá...
- Muito bem, filhinho ! disse-lhe a mamãe , toda feliz.
O Patinho ficou alegre, muito alegre. Depois, juntinho com a mamãe, voltou para casa e a todo instante, abria o bico para dizer mais uma vez:
- Quá, quá, quá...

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"A Estrelinha Azul"

Ciclo: JARDIM
Tema: HIGIENE



Certa ocasião, no céu grande e bonito, o Sol, depois de uma dia de muito trabalho, acordou a branca Lua e recomendou:
- Amiga Lua, estou cansado e preciso dormir um pouco. Tome conta do céu e não o deixe ficar escuro




A Lua levantou-se sem demora. Bateu palmas e chamou as estrelinhas.
- Depressa, meninas, dizia ela. Depressa! Lavem-se ligeiro e escovem-se para brilharem bastante. Lembrem-se de que temos que tornar nosso céu claro e brilhante!
As estrelinhas apareceram correndo e todas, muito alegres, começaram a lavar-se e a escovar-se. E, coisa maravilhosa, `a medida que se limpavam, brilhavam cada vez mais. E como ficavam lindas!
Todas não: havia uma que estava feia, ainda muito suja! Era a Estrelinha Azul.
A Lua logo que a viu, falou zangada:
- Venha cá, Estrelinha Azul. Como é que você está assim tão suja, tão cheia de pó?
A Estrelinha Azul estremeceu de medo e respondeu atrapalhada:
- É que ontem eu estava brincando de escorregar nas nuvens e fiquei cheia de poeira...
- Ontem? Disse dona Lua mais zangada ainda. Que vergonha!...Então você dormiu assim?...Não faça mais isto!...E limpe-se depressa, que está muito atrasada.
Estrelinha Azul saiu ligeiro de perto de dona Lua e, enquanto andava, resmungava:
- Não gosto de me lavar!! Não gosto de me escovar!... Não quero andar limpa!
- Não diga tal coisa! Falavam-lhe as amiguinhas. Não sabe, então, que quando estamos limpinhas nossa luz é vista da Terra? A estas horas todos lá devem estar olhando para nós, achando nosso céu lindo, lindo!
Mas, nem assim a estrelinha quis ficar limpa e fugiu depressa, toda suja, procurando esconder-se de dona Lua.
Escureceu mais ainda e o céu ficou cheinho de estrelas brilhantes. Entretanto, havia um cantinho escuro onde nada brilhava. Era o lugar da Estrelinha Azul Lá estava ela, mas tão suja, que ninguém podia ver a sua luz. E assim estava o céu, quando no meio da noite, passou o vento gritando:
- Vai chover! Vai chover!
- Depressa, depressa! Falou dona Lua às estrelas. Escondam-se atrás das nuvens para não se molharem.
E as estrelinhas muito nervosas, corriam de cá para lá até ficarem bem escondidinhas na nuvem grande.
Dona Lua contou-as .Faltava uma! Quem será?...Estrelinha Azul!
Onde estaria ela? A cuidadosa Lua olhou para uma lado e para o outro. Nada! Não via coisa alguma...Então suspirou muito triste, procurando esconder-se também. Lá, no cantinho escuro do céu estava a Estrelinha Azul, com muito medo da chuva. Ela não queria molhar-se, mas não enxergava o caminho para voltar para sua casa, a nuvem grande.
- Ah! Se a dona Lua me enxergasse, ela me buscaria! Dizia, chorando. Mas, assim como estou, ninguém me vê! Nunca mais eu ficarei suja, nunca mais!
Nisto aconteceu uma coisa maravilhosa! Enquanto ela chorava, lágrimas foram escorregando pelo seu rostinho, lavando-o. E começou a brilhar e seu brilho foi se espalhando pelo céu. Do lugar onde estava, dona Lua viu aquela luz azul fraquinha e, toda contente, gritou bem alto:
- Venha, Estrelinha Azul, aqui está a nuvem grande! Corra, a chuva vem chegando!!
Estrelinha Azul, ouvindo a voz de dona Lua, olhou e viu a nuvem grande iluminada agora pelo seu brilho azulado. Correu depressa e escondeu-se bem escondidinha. E a chuva chegou, molhando tudo, no céu e na Terra. Enquanto chovia, a estrelinha foi depressa tomar banho e escovar-se para que brilhasse como as outras estrelas. Choveu, choveu muito.
Quando parou de chover, a estrelinha saiu correndo de trás da nuvem grande. E lá na Terra, as pessoas olhavam para cima, e diziam:
- Vejam a chuva parou e há uma estrela no céu. E como brilha!
Logo as outras estrelas foram saindo de trás das nuvens e se espalharam no céu, brilhando cada uma em seu lugar.
Porém, entre todas, a Estrelinha Azul chamava a atenção, pelo seu brilho diferente, de linda cor azulada.
E, desse dia em diante, logo que levantava , a estrelinha dizia:
- Limpinha eu sou. E com razão. Pois gosto da água. E do sabão
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A BORBOLETA GIGANTE.



Certa vez uma lagarta adormeceu.

Vocês sabem o que é uma lagarta? É um desses bichinhos que se arrasta pelo chão. Não, não é minhoca! É mais curta e tem umas perninhas . Pois é, nossa pequena lagarta adormeceu , mais foi um sonho diferente. Não aconteceu como das outras , quando ia dormir de noite e acordava no dia seguinte Agora o sono durou mais tempo

E não imaginem a surpresa da lagarta, quando acordou. Do lado de seu corpo , saiam duas coisas esquisitas, Sentiu-se como outro bichinho Que seria? Experimentou mover um pouco aquilo... Ah! Eram asas... Vejam só uma lagarta, um verme acordar com asas!...Que coisa formidável!

Vamos ficar olhando.



- Ah, sim, agora podemos ver que a lagarta virou borboleta, uma linda borboleta azul.

Sabem vocês todas as borboletas foram um dia lagartas, logo que nasceram. Depois se transformaram, nesse belo inseto colorido.

Como é gostoso voar! Como a vida é bela! Upa esse vento quase me derruba

Ainda não estou bem pratica no vôo. Sai da frente mosquito, que vou dar um mergulho

Era uma diversão para aquela lagarta que virou borboleta.

Bom dia borboleta azul dizia a margarida.



Um pássaro passou voando rapidamente perto da borboleta azul e ela ficou olhando com um pouco de inveja para aquela ave tão independente.

Comigo é diferente! A cada soprada do vento, lá vou eu para onde não quero. Ah... se eu pudesse ser como um pássaro... ou então como uma borboleta grande , um "borboletão"... De repente lembrou-se de seu amigo o mestre sapo, Mestre sapo sabia tanta coisa ,vivia lendo uns papeis velhos e até usava óculos. Quem sabe ele poderia dar um jeito.

Tim... tim... tim... bateu a borboleta azul na porta do mestre sapo.






Apareceu o mestre Sapo e fez a borboleta entrar.

Ouviu dela uma queixa . Disse que se sentia muito triste por ser tão frágil, tão levezinha.

Gostaria de ser maior e mais respeitada.

Se quiser fazer uma experiência, podemos ver se mudamos o seu tamanho. Acabo de descobrir um fortificante, um alimento que faz a gente crescer muito mais. Leve este vidro para casa e tome uma colher por dia.

A borboleta recebeu o vidro, despediu-se do sapo e voou para casa .Era tanta a vontade de crescer que começou a tomar duas colheres por vez .Foi tomando o fortificante, tomando tanto que sabem vocês o que aconteceu?







Daí a alguns dias a nossa borboleta tinha aumentado demais o seu tamanho e começou a falar grosso!...








Foi dar o seu passeio matinal. Ia mostrar-se cheia de orgulho as suas amigas e as flores.

Muito satisfeita a borboleta azul ia pousando numa rosa, para cumprimenta-la cheia de vaidade, quando a rosa exclamou:

Que é isso monstro, ve me arranca as pétalas. Pode até quebrar o meu caule. Por favor saia daqui!

A borboleta azul sentiu-se encabulada, saiu de onde estava , deixando a rosa a balançar

Violentamente, e pensou:

Pelo menos as minhas amigas borboletas, irão render-me homenagens

Penso até que serão capazes de me escolher como a rainha das borboletas

Mas quando se aproximou foi uma decepção. Ouviu até cochicharem:

Coitada dessa borboleta, como cresceu e ficou desengonçada! Deve Ter sido alguma doença. Deixa até a gente assustada!

Aquelas palavras foram um choque. Tinha perdido a amizade das flores e das irmãs

Muito triste, foi-se retirando, levantando poeira com o bater de suas enormes asas. Uma formiga foi atirada longe pelo vento que ela fazia. E para sua maior tristeza ainda pode ouvir quando a formiga gritou-lhe:

Ó ventilador ambulante!

Agora só restava procurar o mestre sapo. Quem sabe ele poderia fazer alguma coisa . Quando chegou na casa do sapo, soube que o velho mestre tinha morrido. A tristeza da borboleta foi dupla : Primeiro tinha perdido um grande amigo; depois, era o único que poderia salva-la daquela situação. Passar o resto da vida igual a um monstro que horror!

As lágrimas corriam-lhe dos olhos .Soluçando descobriu sobre a mesa uma folha de papel toda escrita. Era uma carta que o velho sapo lhe dirigia.

"Minha amiga borboleta azul" Chegou o momento, devo partir. Vou morrer. Como eu sabia que você ia ficar arrependida de Ter crescido tanto, consegui preparar um remédio que faz voltar ao tamanho natural. Com esse remédio, você poderá voltar a ser borboleta pequena como era. Tome uma colher por dia e não se esqueça de seu amigo sapo.



A borboleta toda comovida, retirou-se para a sua casa e lá ficou vários dias trancada,

Tomando o seu remédio até voltar ao que era antes.

Depois de uma semana saiu cheia de alegria a visitar suas companheiras.

Onde é que você andou? Perguntou-lhe o cravo—Estamos com saudades de você. Uma borboletinha amarela foi dizendo, Foi pena você não estar aqui a semana passada, Borboleta Azul. Passou por aqui uma borboleta tão grande que ficamos todas assustadas. Ainda bem que desapareceu.,

A borboleta azul bem que ouviu tudo aquilo e ficou quietinha, quietinha....

Estava satisfeita de voltar para junto de suas amigas

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