VAI PELA SOMBRA!
Quando um corpo celeste passa na frente de outro, acontece o eclipse. Os eclipses do Sol e da Lua despertam o maior interesse. Todos querem ver porque é um lindo espetáculo. Você já viu algum? E sabe qual a diferença entre o eclipse solar e o lunar?
Nos dois tipos de eclipses o que acontece é que o Sol, a Terra e a Lua estão alinhados. O que muda é a posição de cada um.
No eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua. É quando vemos no céu a Lua ser encoberta pela sombra da Terra.
No eclipse solar, a Lua passa entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre a Terra.
Há vários tipos de eclipses, mas em geral podemos agrupá-los desse modo.
BELEZA TOTAL
O eclipse pode ser total ou parcial. O eclipse total do Sol ocorre quando a Lua encobre completamente o Sol. Nas regiões onde o eclipse é visível, o dia escurece e, como não há luz do Sol, dá para ver no céu os planetas e as estrelas mais brilhantes. É um fascinante "efeito especial".
No eclipse total da Lua, a Terra encobre a Lua com sua sombra. Mesmo assim, a Lua não fica "no escuro", porque os raios solares que incidem sobre a Terra são desviados pela atmosfera e acabam iluminando a Lua. Resultado: no eclipse total lunar, a Lua ganha uma cor avermelhada. Outro incrível "efeito especial" proporcionado pelo Universo.
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SATÉLITE DE FASES
A Lua é o único satélite natural da Terra. Quatro vezes menor do que nosso planeta, ela também é iluminada pelo Sol, não tem luz própria. Ao longo do ciclo lunar, a Lua vai adquirindo formas diferentes para nós que a observamos daqui da Terra. Mas na verdade sua forma não muda. O que muda é o quanto podemos ver da face da Lua que está sendo iluminada pelo Sol.
A Lua demora cerca de 27 dias para dar a volta ao redor da Terra e de seu próprio eixo. Por isso, é sempre o mesmo lado que fica de frente para o nosso planeta, chamado de lado visível. A outra parte, conhecida como lado oculto, alimentou lendas sobre monstros fabulosos.
É o único lugar do espaço em que o homem já pisou. Doze astronautas já aterrissaram por lá, desfazendo o mistério: cheia de crateras, poeira e pedras, sem atmosfera nem água, a Lua não abriga nenhuma forma de vida.
O ciclo lunar tem quatro fases principais: Lua Nova, Lua Quarto Crescente, Lua Cheia e Lua Quarto Minguante.
LUA NOVA
É quando a face da Lua iluminada pelo Sol não pode ser vista da Terra. Como a Lua está na mesma direção que o Sol, ela nasce e se põe junto com ele.
LUA QUARTO CRESCENTE
Daqui da Terra podemos ver metade da região da Lua que está refletindo a luz do Sol.
Nessa fase, a forma da Lua vista da Terra é diferente nos dois hemisférios. No Hemisfério Norte, a Lua parece com a letra D. No Hemisfério Sul, é o inverso, tem a forma da letra C. É claro que isso é apenas uma forma de identificar a Lua nessa fase. Existem também situações comuns em que ela não se parece com a letra C aqui no hemisfério Sul.
LUA CHEIA
Nessa fase, vemos num círculo toda a face da Lua que está iluminada pelo Sol.
Como a Lua Cheia nasce aproximadamente às 18 horas e se põe no dia seguinte às 6 da manhã, podemos ver a Lua durante toda a noite.
QUARTO MINGUANTE
Como na fase Quarto Crescente, vemos metade da face iluminada da Lua.
Só que agora as formas da Lua vistas em cada hemisfério se invertem: no Hemisfério Sul ela surge em forma de D; no Hemisfério Norte, em forma de C. Mas o formato dessas "letras" não é fixo, assim como na fase crescente.
O LADO ESCONDIDO DA LUA
A Lua gira em torno da Terra e também dela mesma.
Mas mesmo com toda essa movimentação existe uma parte da Lua - mais ou menos 41% de sua superfície - que nunca está voltada para a Terra.
Durante séculos as pessoas imaginavam como seria esse outro lado. A curiosidade só foi satisfeita em 1959, quando uma nave espacial russa conseguiu finalmente fotografar o "lado escuro da Lua".
ATRAÇÃO IRRESISTÍVEL
Parece um caso de amor. As águas não resistem à atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra.
No ponto da Terra que estiver mais próximo da Lua, a água irá se concentrar, subindo de nível. Quando esse mesmo ponto do planeta se afasta da Lua, as águas descem. Esse fenômeno de subida e descida periódicas da água é chamado de maré.
Porém, como em todo caso de amor que se preze, as coisas não são tão simples assim.Formando um triângulo amoroso, entra em cena o Sol.
A força que a Lua e o Sol exercem sobre a Terra depende da distância entre os astros, mas ainda assim a Lua exerce um efeito muito maior. O que acontece? Bem, a água não quer saber de fidelidade. Eleva-se, então, nos dois extremos da Terra: naquele voltado para a Lua e também no lado oposto.
Atraída por tantos pretendentes, a água vai se movimentar de acordo com a movimentação dessas forças. Quem mora perto da praia pode acompanhar as variações no mar: maré cheia; seis horas depois, maré baixa; seis horas depois, maré cheia; seis horas depois...
Às vezes, a maré alta é mais alta que o normal. Isso acontece quando a Terra, o Sol e a Lua estão mais ou menos alinhados e as forças gravitacionais da Lua e do Sol atuam juntas sobre a Terra. Quando o Sol e a Lua formam um ângulo de 90 graus com a Terra, há uma espécie de competição entre as forças, então as marés baixas se tornam ainda mais baixas.
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Que os portugueses descobriram o Brasil em 1500, todo mundo está cansado de saber. Mas você sabia que a astronomia foi fundamental para os navegadores lusos chegarem aqui? As caravelas e demais embarcações utilizadas pelos portugueses se orientavam no mar pelo conhecimento sobre os peixes, os ventos e as correntes marítimas, mas também pela posição das estrelas.
Os instrumentos usados pelos navegantes daquela época tinham nomes engraçados: astrolábio e balestilha. O astrolábio permite medir a altura do Sol sobre o horizonte e, usando algumas tabelas associadas a operações matemáticas, é possível medir a latitude de uma embarcação.
A latitude é uma das coordenadas que nos localizam na superfície da Terra. A outra é a longitude, mas essa os navegadores não conseguiam determinar no mar.
A balestilha é uma espécie de régua graduada, que permite medir os ângulos entre as estrelas.
Os navegadores sabiam muito bem como usar a balestilha no Hemisfério Norte, onde a Estrela do Norte é visível. Ela fica pertinho do pólo Norte do céu, indicando a direção norte da Terra e facilitando a vida dos navegadores.
Mas aqui no Hemisfério Sul não existe uma estrela brilhante perto do pólo Sul celeste, e por isso os navegadores se orientavam pelas constelações, como o Cruzeiro do Sul.
O Cruzeiro do Sul é uma constelação, ou conjunto de estrelas, em forma de cruz avistada pela primeira vez em 1455, na costa da África.
Com o início da expansão marítima no Hemisfério Sul, ela se tornaria tão importante como a Estrela do Norte para a orientação dos navios.
Quem batizou a constelação de Cruzeiro do Sul foi Mestre João, físico, astrônomo e astrólogo que integrou a esquadra de Pedro Álvares Cabral. Ele descreveu em uma carta ao rei de Portugal, Dom Manuel, a localização exata do Brasil pela posição das estrelas. Mestre João foi comparado a Pero Vaz de Caminha por ser o "narrador do céu" do Hemisfério Sul, assim como Caminha descrevera as belezas da nova terra descoberta.
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O Universo não foi chegando assim como quem não quer nada. Pelo contrário: surgiu com uma grande explosão, fazendo o maior estardalhaço. Na teoria do "Big Bang" o Universo não só começou a partir de um estado de extrema densidade e calor, como ainda continua se expandindo desde essa explosão inicial, movido por uma complexa relação entre a energia, a matéria, o espaço e o tempo.
Nessa área dedicada à Astronomia, nós vamos imitar o exemplo do Universo. Estaremos sempre em expansão, trazendo mais informações interessantes sobre os segredos e mistérios do Cosmos.
OLHANDO PARA O CÉU
A Astronomia é uma ciência muito, muito antiga. Só não é mais antiga do que o desejo do homem de descobrir o que se passa no céu sobre sua cabeça.
Era uma curiosidade sobre o universo, mas também tinha os pés bem na terra. Porque conhecendo melhor os movimentos do Sol, da Lua e da Terra foi possível criar os calendários, e assim programar as épocas ideais para plantio e colheita.
A raça humana descobriu uma ligação muito próxima entre os ritmos celestes e aqueles que acontecem aqui na Terra.
A coincidência entre a época do plantio do milho, por exemplo, e a posição de determinadas estrelas ajudou na criação dos calendários.
Você sabia que há centenas de anos, na Babilônia, os astrônomos já calculavam a posição do Sol e previam eclipses?
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Nas noites de verão, quando não há uma única nuvem no céu estrelado, não dá a maior vontade de sair passeando por aí? Pois vamos aproveitar o bom tempo para dar uma volta pela vizinhança... pela vizinhança interplanetária.
Vamos chegar mais perto e dar um passeio pelos planetas do Sistema Solar. Quase todos os planetas se dividem em dois grupos: quatro pequenos planetas rochosos perto do Sol (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e quatro planetas mais distantes, grandes e gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Muito pequeno e gelado, Plutão não entra em nenhum dos grupos e fica de fora da turma.
Saindo da Terra e indo em direção ao Sol, o primeiro planeta que encontramos é Vênus.
De vista até parece com a Terra, são mais ou menos do mesmo tamanho. Mas Vênus possui uma atmosfera irrespirável e é circundada por uma pesada nuvem, que torna sua superfície muito quente para que haja vida por lá (pelo menos é o que se acredita até hoje...).
Vênus também é o planeta que demora mais tempo para girar em torno de si mesmo no Sistema Solar.
Enquanto a Terra demora apenas um dia, Vênus leva 243 dias.
Sondas espaciais revelaram alguns mistérios do planeta: Vênus é cheio de crateras, montanhas e vulcões, e tem duas grandes planícies.
Continuando o passeio, é bom que se diga que a "paisagem" espacial é bem diversificada. Não existem apenas os nove planetas descobertos até agora, mas também satélites, cometas, asteróides, meteoróides, tudo envolvido numa fina camada de "poeira" interplanetária. Precisamos fazer uma faxina na galáxia qualquer dia desses...
Chegamos a Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol.
Esse pequeno planeta lembra a Lua, com sua superfície cheia de crateras.
Mas aqui o calor e o frio são insuportáveis, oscilando entre 430 graus Celsius no lado iluminado pelo Sol e -170 graus Celsius no lado escuro.
Quando a noite chega em Mercúrio, a temperatura cai muito, pois quase não existe atmosfera no planeta.
Por isso, vamos dar meia-volta, passar por Vênus e aproveitar para dar uma olhada de longe na Terra.
Quinto maior planeta do Sistema Solar, a Terra vista do espaço é uma esfera azul com manchas marrons e verdes (que são os continentes).
Ops, aí vem a Lua, o único satélite da Terra. Melhor seguir adiante.
Chegamos ao "planeta vermelho": Marte, o quarto planeta mais próximo do Sol e que, junto com os outros três, integra o grupo dos planetas rochosos do Sistema Solar.
Assim como a Terra tem seu satélite, a Lua, Marte também não está desacompanhado: possui dois pequenos satélites de formas irregulares, com nomes engraçados: Fobos e Deimos.
No século 19, os astrônomos acreditavam que Marte possuía sinais de vida, como marcas parecidas com canais de água e manchas escuras semelhantes a vegetação.
Hoje se sabe que as manchas de "vegetação" eram áreas de concentração da poeira vermelha, cor de tijolo, que cobre a maior parte do planeta.
Mas, em relação à água, esses astrônomos estavam certos: em junho de 2.000, cientistas descobriram que existe mesmo água em Marte!
Embora não tenham encontrado nenhuma evidência de "vida marciana", os pesquisadores dizem que o planeta tem as condições necessárias para a existência de seres vivos.
E, em agosto de 2003, Marte passou "raspando" aqui na Terra! Em 60 mil anos, essa foi a ocasião em que o planeta vermelho chegou mais perto da gente. Confira no Arquivo do Jornal do Canal!
O próximo planeta que encontramos pela frente é Júpiter.
É o primeiro dos planetas gasosos, ao lado de Saturno, Urano e Netuno.
Existem algumas características comuns a esses quatro planetas: são formados por elementos leves (diferente dos planetas rochosos, compostos de rochas e metais), possuem vários satélites e são bem grandes.
Júpiter é o maior dos planetas, "apenas" mil vezes menor que o Sol, e possui vários anéis e satélites.
Como sua rotação é muito rápida, formam-se fascinantes estruturas de nuvens.
A mais incrível é uma tempestade chamada de Grande Mancha Vermelha, uma coluna em espiral de nuvens aproximadamente três vezes maior que a Terra!
Depois do gigante Júpiter, encontramos Saturno.
E aqui o visual é deslumbrante, porque os anéis em volta do planeta formam um lindo espetáculo de cores.
O sistema de anéis de Saturno é muito fino, com menos de um quilômetro de espessura, mas se estende por mais de 420 mil quilômetros além da superfície do planeta.
Como se não bastasse, Saturno é também o planeta com maior número de satélites, mais de 20 identificados até agora.
Se não fosse inabitável para os seres humanos, seria um lugar bonito de se morar...
Desviando das belezas de Saturno, chegamos a Urano, o terceiro maior planeta do Sistema Solar.
Constituído por uma mistura densa de diferentes tipos de gelo e gás ao redor de um núcleo sólido, Urano possui uma atmosfera com traços de gás metano, responsável por sua cor azul-esverdeada.
É rodeado por 11 anéis, compostos pela matéria mais escura do Sistema Solar, e por 15 luas conhecidas, todas de gelo.
Pena que, ao contrário de Saturno, cujo sistema de anéis tem milhares de quilômetros de largura, os anéis de Urano são muito pequenos e difíceis de identificar.
Próxima parada: Netuno, oitavo planeta do Sistema Solar.
Quatro vezes maior do que a Terra, ele tem quatro satélites principais e, como Saturno, também possui anéis, que só foram detectados em 1977!
É o último dos grandes planetas gasosos, composto principalmente por hélio e hidrogênio.
A atmosfera possui grandes manchas, que na verdade são enormes tempestades que dão a volta no planeta com ventos de cerca de 2 mil quilômetros por hora!
Depois dele vem o minúsculo Plutão, o menor do Sistema Solar, que não se encaixa em nenhuma classificação anterior e possui apenas um satélite.
Tem uma órbita bem maluca e é difícil de ser compreendida, tanto que às vezes chega a entrar em órbita alheia, quer dizer, na órbita de seu vizinho Netuno. Plutão passa pela órbita de Netuno durante 20 anos dos 248 anos que leva para dar uma volta ao redor do Sol.
Descoberto somente em 1930, Plutão é o último planeta do Sistema Solar. Pelo menos até agora.
Há suspeitas de que exista um planeta ainda não identificado, que por enquanto é conhecido pelo misterioso nome de Planeta X.
Bem, mas vamos deixar esse mistério para os cientistas e voltar para casa sãos e salvos.